Aqui deixo depoimento, quiçá um comentário
Em forma de agradecimento por ora declaro...


Amigos que aqui se encontram nesta extensão de Um Sábado Sem Fim
Durante a semana a saudade de vocês é tanta que a ansiedade não cabe em mim
Em boa hora chegou esse Blog para quem saiba enfim Estejamos juntos não só aos sábados, mas em todos os dias, sejam bons ou ruins
Na verdade vos digo o quão prazeroso é para mim
Ter vocês como amigos que espero seja para sempre assim...


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Gol do Douglas, Filho do Silvio.

Cobrança de escanteio, confusão dentro da área, Douglas - filho do Silvio - sutilmente puxa a bola, sai da confusão e avança em direção ao gol adversário, tira um oponente com um corte e diante do gol , ameaça chutar, o goleiro cai mas consegue voltar pro lance, com uma puxadinha, Douglas - filho do Silvio, não se esqueça - o tira da jogada e toca no canto, para o fundo das redes, golaço.


Vejam o vídeo, diz mais que qualquer palavra:




Esse foi gravado para a posteridade, mas serve de parâmetro para outros tantos que aconteceram no Sábado Sem Fim, inclusive marcados pelo próprio, senão mais belos, com a mesma desenvoltura que claramente aprendeu ao ver o pai – o Silvio – e seu tio Sérgio marcarem tantas vezes, desde sua tenra infância.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nosso amigo Caio

Sábado, 06 de novembro de 2010.


Estivemos na casa do Chande e sua esposa Milena, celebrando o chá de bebê de seu tão desejado e querido filho. Por lá apareceram outros amigos, dentre eles o Caio, que tive o prazer de conhecer quando de minha apresentação a essa família que hoje atende pelo nome de Sábado Sem Fim. O Caio é deficiente auditivo, mas é incrível como se faz entender -não pela força- e entende também aquilo que dizemos. Acredito que seja pela simpatia e pela amizade que conquista com facilidade daqueles que se aproximam dele, grande pessoa, inclusive no tamanho, diga-se de passagem. O Caio jogava no gol no Mais de Trinta, que antecedeu o Sábado Sem Fim quando conseguíamos formar três times ou na falta de algum goleiro, quando não, jogava na linha mesmo, na defesa, se fazendo valer do porte físico para acabar com a jogada do ataque adversário. À época tínhamos três goleiros, ele, o Cosmo e o Miro que está com a gente até hoje, digo, jogando e aprontando das suas, que Deus dê ao Miro longevidade para se manter entre nós. Perguntei ao Caio por que não volta a participar conosco no futebol ou mesmo acompanhando, mas ele disse que não. Talvez não tenha mais pique, quem sabe? O importante é que ele está bem, forte como sempre e nos deu o prazer de sua presença, a mesma que, tenho certeza, todos os componentes do Sábado Sem Fim gostariam de compartilhar mais vezes, por isso mantenho em aberto o convite para o retorno de tão agradável e querido amigo.

Caio, nosso amigo, quando quiser apareça, a família também é sua.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!



Quem não jogou nunca vai aprender a jogar.

1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.
Na zoeira, dá-se uma tapa na cabeça daquele que está de boné que ao cair também se torna objeto “chutável” e portanto, bola. (Sérgio)

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

Portões de garagens no famoso “três dentro, três fora” ou na famosa rebatida, Também se transforma em gol. (Sérgio)


3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.

Corredor de escola com a demora do professor, também vira campo e se duas salas estiverem sem professores, está formado ambiente para o clássico. (Sérgio)


4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 6 e termina 12, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

Dependendo das condições e ânimo dos dois times, pode acontecer outra virada após o alcance de 12 gols e terminar 24 e assim sucessivamente. (Sérgio)


5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

Alguns, de tão ruins, só são aceitos para buscarem a bola no mato ou nas ribanceiras em que ela, a bola, insistia em cair. (Sérgio)


E o Dono da bola joga em qualquer posição.(Chande)


6. O JUIZ

Não tem juiz.

Na verdade, cada um é o juiz, tem aqueles que ao perder a bola pede falta e dá início a discussão, porém, “A regra é clara”, pediu falta, mão, parou a jogada, geralmente, após xingamento geral, cobra-se a falta. (Sérgio)

NOTA: Ainda é assim no Sábado Sem Fim e provavelmente na maioria onde jogam sobreviventes daquela bela época.


7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa. Acréscimo: Geralmente é irmã de algum componente do jogo. (Sérgio)

c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

Acrescento mais algumas: Quando o vira-lata de algum jogador estiver na torcida, aguardando seu dono e a bola passa perto dele que de imediato abocanha a redondinha furando-a, ou se no quintal onde ela cair tiver também um vira lata que também a abocanha para acabar com a alegria de todos, principalmente do vira-lata que está lá à beira do campinho balançando o rabo de alegria, ou até mesmo quando alguém do jogo vir uma pipa mandada e sair correndo desesperadamente atrás, mesmo que essa pipa esteja a um quilometro de altura e cair uns três bairros distantes. (Sérgio)


8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições nos casos de:

a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.

b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando à partida após utilizar aquela água santa da torneira do quintal de alguém.

Já vi ser utilizado outro tipo de água santa, mas cada um pode imaginar que água era essa. (Sérgio)

c) Em caso de atropelamento.

Em caso de chegar alguém melhor, alguém maior que imponha respeito e já manda sair ou em caso do pai estar chegando do serviço. (Sérgio)


9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

Nos tempos outrora quando não havia bueiros seria atirado no córrego. (Sérgio)



10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes e quem pegar uma pedra antes...

Aqui também pode levar vantagem o dono do vira-lata ou o que tiver mais irmãos participantes, o que era comum, então a briga era feia ou bonita, dependendo do ponto de vista de cada um, isso se conseguisse enxergar alguma coisa depois. (Sérgio)


QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.

E quem tiver mais à acrescentar que se manifeste...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

16 de Outubro de 2010, um verdadeiro Sábado Sem Fim...

Encontro marcado às 7:00 horas da manhã no Metroball, onde todos os sábados praticamos nosso futebol e reafirmamos nossa amizade.

Aos poucos foram chegando cada um que se propôs a curtir mais um dia de alegria rumo à Piedade, onde se encontra o sítio de propriedade de nosso amigo Ricardinho, pontepretano convicto.


Miro e Leandro rumos a mais uma apresentação de gala.

Já no caminho a alegria se faz presente prevendo que mais um sábado será de fato, sem fim, pois estará para sempre em nossas lembranças.


Marquinhos e Renato "portuga" com suas canecas invisíveis...

O intuito sempre é o futebol, não poderia deixar de ser, já que é o que nos une, nos dá forças para estarmos sempre presentes, na alegria, sem tristeza, na vitória e na derrota, que nos finais das contas deixa de ser derrota, pois todos somos vitoriosos.


Luizão, como homem do Ibama não poderia deixar de ter um papagaio de pirata, André

Chegada alegre, todos imbuídos de felicidade, ansiosos, já que no caminho deu para ver o campo onde seria realizado o jogo, gramado verde, para os padrões de quem sempre jogou na várzea em campos esburacados, de terra, era perfeito para a prática do nosso esporte bretão.

Imediatamente todos ao chegarem se puseram a colocar seus apetrechos esportivos, de praxe e caminhamos rumo ao palco onde se daria a peleja. Times feitos, nós contra o time do Ricardinho.


Comemoração do gol do Chande

Começa o jogo e tudo igual, nada de time melhor que o outro, jogo igual, tudo normal exceto pelo árbitro que sem apito “cantava” as faltas que por vezes só ele via, talvez pela influência da cerveja que bebericava ali mesmo, já que no lugar do apito segurava um copo do líquido dourado e espumante.


Julião, Miro, De Souza e seu filho Bruno, Maizena e Marquinhos.

Eis que, como diria o Jorge, Alexandre, o imprevisível, recebe a bola e manda para o fundo das redes, abrindo o placar para o Sábado Sem Fim, golaço.




Nando, Rubens, Miro, Sérgio, Luizão












Chande o imprevisível e Marcão

Jorge e Nando fingindo que sabem jogar sinuca

Jorge(fora da foto), Luizão, Luizinho, Marcão, Rafael, Sérgio, Nando, Roni, Renato, Chande, Leandro, Marquinhos Patrão, Zé, Marquinhos
Samba, samba, samba dá, badabada, samba...

Um escora no outro e o outro escora no um...




Truco, ladrão...

Zé, Jorge e Marquinho encolhendo a barriga


Mirão, não pode ver um sofá que zzzz...

Ricardinho o anfitrião e Luizão


Passe do marquinho para o Chande que mandou para o fundo da rede...
O jogo seguiu sem muitas jogadas de efeito, um gol perdido aqui e outro acolá. Exceto pela bolada no olho que levei numa cobrança de falta, o que me deixou desnorteado e sem visão por alguns minutos o que levou a queixa dos adversários dizendo que eu fazia cera e a bela cabeceada do “imprevisível” Alexandre que foi de encontro à “forquilha, nada demais acontecia no primeiro tempo. Já no segundo o time deles veio para cima, numa jogada em que venceram nosso arqueiro, Miro, a bola foi afastada pelo zagueiro, tirando o perigo eminente, mas na jogada posterior nada pode ser feito, gol do time adversário, levando o escore à 1X1, o que caminhou assim até o fim da partida, sem mais emoções. Depois fizemos um misturado que terminou em 3X2, mas aí já não contava muito. A festa continuou regada a cerveja, pagode, sinuca, ping-pong, conversa fora e mais algumas atividades afins. Confira nas fotos o quão cada um se divertiu...

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Versão Chande.

Postado a versão do Sergio, acrescento as minhas palavras:

Chegado o tão esperado Sábado, levanto cedo pego a esposa (grávida) e sigo para o Metroball para pegar o mapa do Sitio do Ricardinho, porque dessa vez não iria junto aos meus amigos no ônibus (com esposa grávida complica... rs), bom ao chegar eis que o Luizão me diz que não tem mapa e o Ricardinho me explica por cima como chegar ao sitio, o ônibus parte e sigo minha trajetória para pegar minha sogra, cunhada, mãe e o Cris.

Carro lotado, pé na estrada, parei no caminho 4 vezes pois meus passageiros estavam com enjôo, (ainda bem que fui de carro, do contrario a turma do “Busão” me mataria), caminho segue e chegamos ao sitio antes do ônibus, eis que o Ricardinho ao Descer do ônibus para ao meu lado e diz “Será que o Chande se perdeu?”.

Estava nítido o quanto tinham abastecido o ônibus e os passageiros, daí por diante foi só alegria, como descreve o Sérgio acima, porém tenho que discordar dele em um ponto, se o segundo jogo já não contava muito, por que raios ele fez questão de tirar três gols meus, uma vez que o goleiro “André” já estava vendido em todos os lances... RSS.

Chande, eis a resposta, meu caro: É o ímpeto, são os ossos do ofício, afinal o hábito faz o monge!

(Sérgio)

Amigos, deixem aqui sua visão de como tudo aconteceu...
Ségio e Jorge acertando a linha de zaga

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Técnicos e técnicos

Em qualquer roda de amigos que o assunto seja futebol, sempre existe a lembrança e o comentário de alguém sobre um amigo que joga ou jogou muito, a ponto de se quisesse teria se tornado um profissional do esporte, futebol. Na verdade, na maioria das vezes são lembrados vários talentos que não vingaram ou nem tentaram seguir carreira, desfilando assim sua arte pelos campos de terra dessa grande várzea paulista. O assunto daria aqui centenas de linhas, senão uma enciclopédia, por isso,deixe para outra ocasião esse assunto. Por ora gostaria de lembrar personagens que ajudam e ajudaram a criar e manter viva nossa história de futebol de várzea e nem por isso são lembrados, aqueles que fora das linhas, e antes mesmo do dia do jogo se entregam para que tudo corra bem, pois ele acaba sendo misto de dono do time, manager, carregador, financiador, conselheiro, professor e amigo, sim, estou falando do técnico, aquele que muitas vezes deixa de lado afazeres pessoais para se dedicar ao time. Na minha cabeça ao escrever sobre o assunto, me traz à imagem do Petrúcio que foi um dos técnicos de minha adolescência, que ainda hoje tenta no campo do Campanário, ensinar alguma coisa para seus pupilos diariamente, de suas mãos já saíram algumas promessas e até uma que alcançou o estrelato, mas essa não conta, ou digo, não conto, pois não merece ter seu nome dignificado por esse blog. Considero a figura do técnico de várzea mais importante até que o profissional, pois na maioria das vezes ele mora no mesmo bairro e conhece a família e talvez toda a vida do seu jogador, com bom relacionamento e tendo a confiança dos responsáveis podendo até influenciar no crescimento não só esportivo, mas também pessoal. Deixemos de delongas para entrar na verdadeira intenção dessas linhas, existem aqueles ainda que mesmo não sendo exatamente técnicos e sim jogadores, executam função parecida dentro das quatro linhas, tentando ajustar as peças do time que defende, e geralmente é ele quem, no par ou ímpar, escolhe os seus companheiros de time. Aqui no Sábado Sem Fim temos um espécime atuante desse ser que ao escolher seu time tenta fazer com que seja a melhor escolha, ou seja, trazer os melhores que puder para seu lado. Logo de início já começa a distribuir cada um na sua posição e durante o jogo não deixa de dar suas instruções, carregadas de broncas, diga-se de passagem. Trata-se do Jorge, polêmico dentro e fora de campo, aliás foi fora dele, do campo, que se deu o seguinte fato: Depois do futebol sempre rola umas cervejas e os comentários do jogo e do time de cada um, o assunto em pauta sempre é futebol. O Jorge como técnico que é, lançou uma pérola de esquema tático, disse que o futebol era muito simples, tanto que se comparava a um sorvete de casquinha, se não estou enganado, com três bolas. Essa sua colocação chamou a atenção de todos na mesa, mesmo daqueles que participavam de outra conversa, todos, atônitos, olhamos para ele que levantou a mão esquerda fechando os dedos, tentando imitar uma casquinha de sorvete e com a outra mão fez gestos como se estivesse dispondo as bolas de sorvete uma sobre a outra e tentou explicar seu raciocínio gelado, mas, sob a gargalhada geral, não conseguiu expor sua explicação. Mas apesar dos cerca de 10 anos passados do fato, ainda está em tempo. Estamos aguardando... Jorge.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abrindo a caixa de gols.

Quem é rei nunca perde a majestade.


Em nosso Sábado Sem Fim, desde a época do Mais de Trinta, nosso goleador sempre foi o Luizão. Com um repertório de gols de tudo quanto é jeito, mesmo tendo como especialidade as cabeceadas, nos proporcionava belos tentos.

No entanto havia muito ele não nos presenteava com seus feitos com expressividade, mas sábado, 18 de setembro de 2010 ele pareceu ter revigorado seus instintos de “matador”. Deixou sua marca por cinco vezes e cada uma delas com primazia, inclusive usando sua arma mortal, o deslocamento constante dentro da área para aplicar sua cabeceada na gorduchinha. Feito que levou seu time a vencer praticamente todos os jogos do dia mencionado.

Outrora isso era uma constante, mas com grave problema no joelho que o levou a uma cirurgia que provocou seu afastamento por algum tempo e que ainda por complicações pós cirurgia o fizeram ficar mais tempo de molho que o previsto, ficamos privados de suas qualidades.

No entanto em seu retorno ao campo sempre buscou repetir aquilo que sempre gostou de fazer, gols.

Dificilmente passava em branco, mas enfim está de volta para alegria própria e de todos nós.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vocês vão ter que me engolir...

Não sou Zagalo, mas até pelo número desta data, 13 de setembro...



“VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR...”



Hoje faço 46 anos de idade, desses anos desconto 18 anos de Sábado Sem Fim (Mais de Trinta), trazido pelo meu amigo irmão Silvio, dentre bons e maus momentos, de tantos amigos conquistados e de outros que se foram, alguns para a eternidade, fui e sou ainda feliz nesse meio de pessoas que fazem do futebol uma satisfação, um meio de vida até. São tantas as histórias que não cabe aqui nesse momento, pois passaria mais 46 anos para descrevê-las ao pé da letra. Por ora eu só quero agradecer a todos pelos bons momentos e pela oportunidade de me deixarem praticar aquele que é o esporte dos deuses, e por me aturarem até hoje, mas já quero desde já pedir permissão para participar com todos, os próximos Sábados Sem Fim dos 46 anos que hão de vir em minha existência, de uma forma ou de outra. Ademais, sigam no blog as histórias passadas e subseqüentes...



Se me permitem, amo a todos...



Sérgio.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aqui se Faz Aqui se Paga...

Amigos do Sábado sem Fim bom dia.

Estou já há algum tempo sem escrever, porem fui “intimado” a prestar meu depoimento referente a um lance que no mínimo podemos chamar de inusitado, ocorrido no sábado passado (28/08/2010), lance esse que surpreendeu a todos, tanto os que dentro da quadra estavam como os que assistiam a nossa tão disputada partida.

Narro aqui um fato que ficará para historia, pois tal como um cometa que passa de tempos em tempos, me foi informado que a ultima vez que isso ocorreu foram passados aproximadamente 30 anos.

Bom chega de delongas e vamos ao fato, é de conhecimento de todos que fazem parte do Sábado sem Fim que nosso ilustre e guerreiro marcador “Sergio Guarda” sofre de um baita incomodo na virilha, porem como a maioria de nossos atletas, abandonar a tão esperada pelada de fim de semana para tratar da lesão é muito difícil, logo nosso (Como diria o nosso atual presidente), companheiro Sergio Guarda vem sábado após sábado jogando no limite, eu como não sou bobo nem nada, para me sobre sair como atacante matador “que imagino que seja”, usei de digamos safadeza para com nosso amigo Sergio Guarda, sempre que me deparava com ele de frente passei a jogar a bola para o lado onde sua virilha está machucada dificultando ainda mais sua marcação em mim, porem eis que em um lance ao fazê-lo nosso amigo me surpreende esticando a perna direita e com um gancho me aplica uma bela de uma toca (ou chapéu se assim preferirem), eu nada pude fazer apenas rir da situação, meu corpo e minhas pernas travaram, o Maximo que consegui fazer foi rir.



Bom meu amigo, noto que sua virilha não esta assim tão debilitada, logo se prepare, pois sábado que vem tem mais...



Grande abraço...



Chande.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Benfica X Itatinga

Caro Doca;

Obrigado pelo comentário e por se lembrar. Eu nunca me esqueci daquele gol (Nem poderia) e por conta do seu comentário vou contá-lo aqui. Sei que dúvidas surgirão pela escassez e dificuldade que tenho de fazer gols até hoje, já que nunca foi meu forte. Aliás, é um grande questionamento dentre alguns amigos do Sábado sem fim, no entanto, diante da oportunidade que você me dá, não posso abrir mão desse momento e usufruir desse espaço em bem próprio, e modéstia à parte foi mesmo um lindo gol que segue abaixo em descrição:

Tarde de domingo em meados dos anos 1980, o Benfica, clube que defendemos e aprendemos a amar, de nosso querido bairro Jardim Campanário, jogava contra o Itatinga, no bairro Pedreira. Eu como lateral esquerdo do segundo quadro, já havia jogado e a pedido do Petrúcio, nosso técnico, me coloquei a disposição no banco de reservas do primeiro quadro, caso houvesse a necessidade de substituição. Pois bem, o jogo não era fácil, o time adversário aplicava um 3X0 sonoro em nosso esquadrão quando no segundo tempo nosso técnico me chama e pergunta se estava bem para entrar, claro que disse sim e me prontifiquei a aceitar ir para o jogo.

Eis que, não sei por que cargas d’água nosso querido “camarada” Zezão, um dos donos do time passou o braço sobre meus ombros e disse – “Camarada, se você fizer um gol ganha uma caipirinha”. Ele, como todos nós sabíamos que nunca fui de marcar gol, apesar de ainda me lembrar de minha estréia em nosso time querido (Marcando um dos gols lá pelos lados de Itaquaquecetuba) é outra história, mas já que tenho aberto esse canal, conto aqui mais esse feito, mesmo que de passagem.

Continuemos com o gol lembrado por você: Entrei com a função de dar combate e tentar dar mais dinâmica ao jogo, mal havia entrado e aconteceu a jogada que se segue – O Dimas, meia habilidoso, de toque refinado, o mais velho de três irmãos tão bons quanto ele, recebeu a bola próximo a linha que separa o campo, quase na lateral direita e num lançamento de cerca de 30 metros fez a bola chegar até você, Doca, meu irmão, não menos habilidoso que o Dimas, que matou a bola no peito, sem deixar ela cair, com um toque sutil aplicou um chapéu no zagueiro que deve estar procurando a bola até hoje, até por que a definição do lance foi tão surpreendente que valeu mais que uma caipirinha, que o Zezão fez questão de pagar sem culpa nenhuma.

Eis que Doca, ao aplicar o chapéu e se posicionar para concluí-lo, num átimo, surgi no lance e antes que a jogada do chapéu fosse concluída e sem a bola tocar o campo, desferi um petardo de esquerda (acreditem amigos que estão lendo essas linha, um petardo, isso mesmo) e a bola, como um foguete, foi em direção ao gol, exatamente aonde a coruja faz o ninho, morrendo no fundo das redes. O goleiro voou de encontro a ela, porém não a alcançou. Não poderia, pois ela estava destinada a cumprir seu destino, entrar para a história, para minha história e para a sua, Doca.

O arqueiro que até então havia feito milagres não pode evitar, mesmo com seu salto cinematográfico, que o levou de encontro à trave, ocasionando uma lesão na cabeça.

Quando fui comemorar contigo, Doca, você me chamou a atenção. Quando eu te disse que aquele tinha sido o gol mais bonito que fiz, dentre os poucos creditados a mim, onde você me respondeu – “Seria o mais bonito se eu o tivesse feito também”.

Não retribuindo o abraço comemorativo até que eu te revelei o prêmio prometido pelo Zezão - a caipirinha - aí sim recebi seu abraço junto com o de todo o time que já vinha ao meu encontro, pelo lindo gol e não pelo “drink”, como diria meu amigo do Sábado sem fim, Geraldo. Assim saboreamos nosso prêmio após o jogo, mesmo com a fatídica derrota.

(Creia, eu fui o autor do gol descrito acima)

Sérgio.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Belo gol

Um dos gols mais bonitos que vi no “Sábado sem fim” aconteceu em 14 de agosto de 2010, preciso registrar.

Antes gostaria de lembrar que certos jogadores desenvolvem habilidades únicas, tanto profissionais como amadores como nós. Só para exemplificar direi o nome de alguns e suas jogadas:

- O primeiro, como não poderia deixar de ser será o doutor Sócrates que segundo especialistas por ter os pés menores que seu corpo e sua altura exigiam, desenvolveu uma jogada que hoje se executada uma vez, não em uma partida, mas até se somadas, todas as partidas de uma rodada inteira de qualquer campeonato, pode se tornar a jogada da rodada, ou seja, o passe de calcanhar que na maior parte das vezes, senão em todas, tinha destino certo;

- O famoso elástico que o príncipe do parque, conhecido também como Rivelino costumava executar em seus oponentes e que insiste em revelar que não é criação sua;

- Os “voleios” que só o Bebeto sabia fazer num vôo dentro da área cercado por zagueiros gigantes;

Esses são alguns profissionais, mas existem aqueles que praticam com louvor o esporte das multidões entre nós e que se sobressaem dentre os demais por terem habilidades próprias, cito alguns que nos dão o prazer de estarem juntos conosco todos os sábados e outros que já estiveram e que mantiveram as portas abertas. Seguem alguns:

- Wilsinho, que com sua canhota, colava a bola no pé e com cortes curtos colocava para “bailar”, como um dançarino embriagado, aquele que ousasse tomar-lhe a bola, que era acariciada pelos seus pés, difícil saber se ele a segurava ou se ela que não queria abandoná-lo por receber tantas carícias daquela canhotinha, porém a jogada tinha que ser finalizada, e geralmente fatal, um último corte para a esquerda e diante de tantos quantos fossem os seus oponentes a sua frente, a pelota iria, como um passarinho deslizando sobre o céu, aninhar-se nas redes adversárias.

- Luizão, buscando a melhor colocação próxima ou dentro da área para desferir quase sempre com precisão, sua jogada mortal, a cabeçada.

São muitos aqueles que se diferenciam dentro das quatro linhas por algo que faz diferente ou melhor que outros, por isso encerro por aqui para voltar ao motivo principal desse texto.

O gol foi feito pelo Marcelinho, que também tem seus momentos de jogadas quase que exclusivas. Ele recebeu a bola dentro da área, próximo a linha de fundo e sob o combate do zagueiro aplicou uma touca, na definição da jogada, com a saída do goleiro para interceptar o lance e evitar a conclusão da jogada, num toque sutil, quase sem espaço, mandou para o fundo das redes encobrindo o arqueiro que nada pode fazer apesar de suas qualidades embaixo dos três paus.

Sérgio.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mais uma Copa do Mundo.

Amigos do Mais de Trinta num Sábado sem Fim, desde que aqui cheguei já passamos juntos cinco copas do mundo, o torneio maior daquele que é nossa paixão e motivo de termos esse blog, o futebol, que praticamos desde que demos nossos primeiros passos, cada um de nós. Dentre elas, duas fomos campeões e nas outras três pelo menos outras duas deixaram dúvidas quanto ao resultado dos jogos que nos eliminaram, visto que a polêmica de 1998 ainda persiste sem nenhum esclarecimento e a desclassificação nesse ano, sobretudo o segundo tempo de jogo entre Brasil e Holanda onde nossa equipe pareceu não ter voltado do vestiário para o segundo tempo, depois de um primeiro tempo, senão primoroso pelo menos convincente nos faz de novo pensar em algo estranho ter acontecido nos bastidores. Outro fator, como é incrível perceber e admitir como em tão pouco tempo transformamos um herói em vilão, digo isso por que a imprensa que quando não tinha o que falar de mal do Dunga, coisa rara, caia de pau sobre o Felipe Melo, mas bastou ele dar aquele passe para o gol do Brasil e chegaram a comparar a um passe de Gerson, heresia. Após o gol de empate da Holanda o levaram de volta ao lugar comum dos normais, mas esqueceram e ainda não falam nada sobre o verdadeiro culpado no lance, Julio César, sim esse mesmo que com seu cotovelo tirou o Felipe da jogada, basta rever a cena do lance para se certificarem disso e terão muitas chances de revê-la, por anos. Aliás, estavam eles, os jornalistas, chegando até, acreditando numa possível classificação brasileira, aceitar alguns métodos “Dunga”. Nunca a convocação da seleção foi unanimidade, tenho aqueles jogadores que eu não levaria jamais, e outros que nem foram lembrados sequer uma vez pela comissão que estariam em minha lista, se ela fosse pedida. E sei que nenhum de nós, lanço o desafio, seríamos capazes de elaborar uma lista de onze nomes e dentre elas duas fossem idênticas, tamanha é a diversificação de nossas preferências quanto aos jogadores. Cada um que quiser, fica aberto esse espaço para, mesmo que tarde, escalar seus onze preferidos.


Os meus? Digo até mais que onze... Seguem abaixo:

Miro, Marcão, Andrezão, André, Tadeu e seu filho Douglas, Rafael, Jorge, Zé, Renato, Luizinho, Tico, Fernando, Marquinhos, Luizão, Marcelinho, Silvio e seu filho Douglas, Hamster, Nando, Jeferson, Xande, Leandro, Geraldo. E ainda aqueles que, se estivessem na ativa teriam seus lugares garantidos, são eles: Cosmo, Rubens, Sérgio Flávio, Wilsinho, Fernando nego velho, Caio, Wilson cunhado, Pedrão, Montanha, Juca e seu filho Erik, Norberto, Mauro, De Souza ou Ezequiel, Aguinaldo, Marquinhos, Marcão, Valdir, Juninho, Terra Samba, Luis Patrão, João Melão e tantos outros que possa ter passado despercebidos diante de tantas opções, mas o espaço continua aberto para novas convocações a cada nova lembrança...



Sérgio.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Jabulani

Aqui quero discorrer sobre a tão questionada Jabulani, a bola da copa. Sábado, 19 de junho de 2010, estávamos eu e o Douglas a conversar antes do jogo e o assunto era esse, a Jabulani, enquanto isso o bate bola tradicional corria solto e a cada lado da quadra uma turma como de hábito, tradicionalmente chutava a bola, cada qual com a sua, para o gol, enquanto que outra turma mais centralizada na quadra, com uma terceira bola trocava passes numa espécie de aquecimento. Ali naquele momento me veio à mente que nenhuma daquelas três bolas tão parecidas, em sua forma esférica, tamanho, e provavelmente confeccionada com o mesmo tipo de material eram exatamente iguais, tendo em vista a preferência dentre elas para ser a “senhora” do jogo que a pouco teria início. Claro que a discussão tem dado pano prá manga e se fossemos “moleques” ainda, pegaríamos esse pano e faríamos nossa própria Jabulani, como de fato muitos de nós fizemos, com pano ou com qualquer outro material que se pudesse transformar em uma figura próxima a uma esfera, de qualquer peso ou tamanho, contando que se pudesse chutar e aplicar alguns toques para se livrar do oponente, bastava. A diversão estava armada.


Latinhas de refrigerantes, garrafas de água, tufos de papel e até mesmo o tênis mal amarrado de alguém que se soltava do pé, imediatamente se transformava em bola, era chute para todo lado, a fim de evitar a recuperação do mesmo pelo dono. E por que não lembrar as bolas de capotão furadas que adicionávamos uma “bola dente de leite” como câmara o que a tornava mais pesada ainda, mas sempre tinha jogo, sem queixa da qualidade da redondinha e isso sem dizer que a maioria da “molecada” jogava descalça, indo ao fim da tarde para casa, com seu “troféu” de dedão do pé todo esfolado. É claro que é outro nível, mas não precisava tanta choradeira. Quero ver qual será o nome da bola da copa no Brasil em 2014, visto que nunca soube que ela tivesse nomes específicos do país da copa. Minha sugestão? Fantasia.

Sérgio.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cosmo! Meu primeiro goleiro

Minha relação com goleiros vem de longa data, tendo em vista minha proximidade com eles e algumas vezes confesso que devo deixá-los insatisfeitos comigo já que como zagueiro, aquele cuja posição é a de impedir o avanço do ataque adversário, tenho falhas como todo mundo.

Lembrei-me do Cosmo que foi o primeiro goleiro com o qual joguei no Mais de Trinta. Grande pessoa e uma figura o Cosmo, bem como um ótimo goleiro, suas diferenças de um ser comum é que ele torcia pelo Juventus, o moleque travesso da Mooca. Fazia questão de frisar sempre sua preferência pelo clube da Rua Javari.

Cosmo, lembrado pelo Rubão como aquele que chamava o Luizão por “Pichô”, até hoje não sei o porquê dessa alcunha, quem souber que se manifeste.

A cada defesa ele solicitava que alguém apertasse a faixa em seu punho, eternamente deslocado. Se você vê o Mirão fazendo suas defesas milagrosas, ainda apesar da idade, iria gostar de ver o Cosmo atuando também. Mais uma diferença do Cosmo para os demais era que, hoje quando alguém, após o jogo pega a cerveja, sempre há aquele que o elogia dizendo que jogou bem, mesmo que tenha sido seu pior dia. Já com o Cosmo se dava o contrário, você dizia que ele jogou bem ou o parabenizava por uma defesa e ele já soltava essa –“Paga um rabo de galo”. E nessa era sempre três, quatro e quantos mais fosse os elogios, toma rabo de galo, pois ninguém recusava seu pedido. Certa vez me fez dar a ele uma camisa só por que tinha a cor de seu time do coração. Era uma camisa que eu havia ganhado em um bingo, de outro time no qual um amigo jogava, o “100Novidades”, escrito assim mesmo, com o número cem. Na verdade a camisa lembrava muito a do Juventus, por isso o pedido dele. Aqui estão poucas coisas do saudoso Cosmo, quem o conheceu não esquecerá, mas aguardem que há de vir mais aventuras, pois ele foi um dos que sempre esteve presente, com jogo ou sem jogo, e ainda tem a da pescaria que mais adiante estará aqui nas palavras de várias pessoas que a presenciaram, tenho certeza disso. Saudades...



Sérgio.

Miro, goleiro nato.

Quando pequeno, certa vez vi uma charge no jornal onde uma pessoa perguntava para a outra se havia visto a despedida do Pelé, o outro respondeu que não e recebeu a seguinte afirmação:- “Não tem problema, o ano que vem você vê.”


Conto essa breve lembrança para discorrer sobre o Miro, goleiro nato, que declarou tempos atrás que estaria se despedindo das quadras. Foi uma surpresa, já que, mesmo com a idade ele vinha correspondendo a contento. Deu-se o prometido, mas como o gosto pela “coisa” fala mais alto, estando ele sempre na quadra ao levar o Leandro, seu filho para jogar, não resistiu ao assédio de todos e abriu mão de atuar esporadicamente ou quando faltasse um goleiro, foi o que se seguiu. No entanto, como sempre, suas exibições e seu amor pelo ofício que abraçou desde jovem o fez render-se aos nossos apelos. Desconfio que seus próprios apelos íntimos já estivessem agindo sobre ele, levando-o a retornar a meta que sempre foi sua companheira e que defendeu como seu mais nobre tesouro. Quem vê o Miro fazendo as defesas que faz fica admirado, seu ímpeto ainda é o mesmo, tenho certeza disso, de quando disputava torneios e festivais nos campos batidos de terra da várzea paulistana. Tudo isso digo para coroar mais uma vez esse que nos brindou no sábado, 17 de abril de 2010, com mais uma de suas belas apresentações, não há comparativo para seus feitos, se trata de um estilo único, diga-se de passagem. Fico feliz e sei que todos os companheiros, amigos, irmãos do “Sábado sem fim” compartilham comigo desta felicidade, de nosso goleiro mor não ter nos privado tanto de sua companhia como de apreciar suas defesas encantadoras. Continuando assim, o Miro só nos faz querer continuar e tentar estar no mesmo patamar que ele. Que ele faça todas as despedidas que quiser, afinal faz por merecê-las e na verdade cada uma delas será festejada por nós, mas que sempre faça sua reestréia para nosso prazer.



Sérgio.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vaidade e respeito

Vaidade e respeito...

Tenho algumas vaidades, como todos as têm. Creio eu. Dentre elas o respeito que tenho de meus amigos, no plano pessoal e no que tange ao futebol. Ocorre que por vezes, talvez por comodidade ou autoconfiança, deixo a desejar. Foi o que ocorreu comigo a cerca de dois anos quando ao retornar ao seio dos amigos do Sábado sem fim, depois de algum tempo ausente por força maior. Tive como adversário uma pessoa que eu ainda desconhecia seus dotes. Aprendi com o ocorrido que não se deve menosprezar o adversário em quaisquer circunstâncias, pois dado o porte de tal adversário deixei de atentar para o fato de que ele ainda não estava morto. Foi aí que paguei o preço, não julgo tão alto assim, mas paguei e até hoje sou obrigado a carregar esse fantasma comigo, não que isso me aflija, mas mais pela lembrança do autor da façanha. Sem querer me gabar, mas posto que essa pessoa insista em não me deixar esquecer a jogada, aqui vou relatá-la, para quem saiba, ele se sinta satisfeito e arquive o assunto. Antes, porém quero deixar claro que para mim, o feito se deu em circunstâncias claras de negligência de minha parte, mesmo que aceite certa técnica aplicada no lance. Fico envaidecido, não por ter sido a vítima, mas por que, sem falsa modéstia, o que aconteceu, tivesse sido com outra pessoa e não comigo, já teria ido para o fundo do baú, baú este que a essa altura estaria nas profundezas do esquecimento.
Então, esclareço aqui a jogada, mas não preciso dizer o nome do protagonista já que ele vai se reconhecer nessas linhas. Para seu agrado, retiro do fundo do baú a lembrança e elevo à eternidade aquele simples “rolinho” que até no nome é diminuto. Alimentado seu ego, confesso que não foi o primeiro e nem será o último drible que levo em minha insistência de impedir o avanço de ataques, como fiz até hoje, foi mais um para minha coleção que só me fez e me fará respeitar sempre o adversário, seja ele quem for.
Sinta-se satisfeito, caro amigo.