Aqui deixo depoimento, quiçá um comentário
Em forma de agradecimento por ora declaro...


Amigos que aqui se encontram nesta extensão de Um Sábado Sem Fim
Durante a semana a saudade de vocês é tanta que a ansiedade não cabe em mim
Em boa hora chegou esse Blog para quem saiba enfim Estejamos juntos não só aos sábados, mas em todos os dias, sejam bons ou ruins
Na verdade vos digo o quão prazeroso é para mim
Ter vocês como amigos que espero seja para sempre assim...


terça-feira, 13 de setembro de 2011

A aposta

Bem que me alertaram para não apostar com o Pico, pois segundo o Fernando ele sabia do que estava falando, pois é um estudioso do assunto futebol, muito mais em se tratando do seu time do coração o Corinthians. Mas eu tinha certeza do que estava falando, não era possível que a essa altura minha memória estivesse me traindo. Eu estive naquele jogo, a emoção foi enorme pelas circunstâncias daquele momento. Fomos ao clássico naquele dia 9 de agosto de 1987, mesclados entre corintianos, são paulinos, santistas e palmeirenses. Éramos jovens e amávamos o futebol, independente de quem jogava gostávamos de ir ao estádio, fosse o jogo no Morumbi ou no Pacaembu. Naquele dia decidimos assistir ao jogo na torcida do Timão, no entanto a casa estava cheia e não havia espaço para mais ninguém quando chegamos, então seguimos para a torcida adversária, ou seja, a são paulina e de lá passei uma das maiores emoções esportivas de minha vida. Daquele lado da arquibancada podia ver toda a torcida corintiana ecoar o grito de incentivo do Timão ao som dos “treme-terras” – Corinthians, Corinthians... – Sem parar um instante sequer, nem quando a derrota parecia anunciada, imagine então depois ao final do jogo, com um homem a menos, pois o Maurão, zagueiro valente, mas de técnica limitada, havia sido expulso, o Timão ter conseguido empatar o jogo em 3 X 3, como sempre com a garra que o diferencia dos demais.

Jamais me esquecerei, mas minha certeza caiu por terra, pois o jogo foi esse que descrevi pelo campeonato paulista como afirmei, o ano foi o de 1987, muitas outras lembranças vagueiam em minha mente. Mas hei de me curvar ao meu engano, aquele jogo, conforme afirmou meu adversário de aposta, não era o jogo final. Talvez por conta de tantas emoções daquele clássico me deixei levar pela alegria e entusiasmo e entendi aquele como o grande jogo do campeonato, portanto como se fosse uma final. Enganei-me, confesso. Deveria ter acreditado naqueles que me alertaram e mais ainda, deveria ter ficado atento quando ele afirmava o placar não só da final, mas como o resultado dos dois jogos decisivos, além da data e público pagantes.

Valeram as cervejas perdidas, a memória do Pico me fez lembrar de um grande momento, de corintiano que sou, de minha vida, mas com ele nada de apostas e que me desculpem aqueles que confiaram na minha convicção, que afinal não era tão sólida assim.

Sérgio.

Vejam os gols...

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