Aqui deixo depoimento, quiçá um comentário
Em forma de agradecimento por ora declaro...


Amigos que aqui se encontram nesta extensão de Um Sábado Sem Fim
Durante a semana a saudade de vocês é tanta que a ansiedade não cabe em mim
Em boa hora chegou esse Blog para quem saiba enfim Estejamos juntos não só aos sábados, mas em todos os dias, sejam bons ou ruins
Na verdade vos digo o quão prazeroso é para mim
Ter vocês como amigos que espero seja para sempre assim...


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O tempo passa, quarenta minutos de jogo... (Fiori Gigliotti)

Outro dia minha filha Letícia veio com o chinelo com a tira estourada e me perguntou onde jogava fora, no lixo. Eu imediatamente, saudosista que sou, respondi a ela que – Em minha época, colocávamos um prego, grampo de cabelo, alfinete ou qualquer coisa que substituísse a parte que estourou da correia para continuar a ser usado – Ela, em sua modernidade adquirida em seus supremos oito anos de vida, me respondeu – Na sua época, pai!
Claro que me veio à mente uma espécie de saudosismo, doce Letícia. Ocorre que uma coisa leva à outra e nos esquecemos que as gerações são diferentes, a evolução não se dá só na tecnologia, mas também nas relações sociais, o que inclui as relações familiares. Mas essa não é a questão principal que quero tratar. Então vou voltar ao “meu tempo”, mesmo não sendo tão “antigo” assim para tratar do que concerne nosso blog, o futebol.
Lembro-me que os locutores de futebol tinham, cada um, um jargão, tal como o Osmar Santos que dizia: Escorregou no tomate ou pisou no caroço de abacate e por aí afora. Ocorre que dentre nós, do Sábado Sem Fim, passados alguns anos, me veio à baila o jargão do mais famoso, (Pelo menos de minha época - Ah Letícia), radialista e locutor de jogos esportivos, Fiori Gigliotti, que dizia com maestria - O tempo passa, quarenta minutos de jogo - Para determinar que as coisas não iam bem para o time que, obviamente, perdia o jogo e como ele mesmo diria - Crepúsculo de jogo...- Outro termo usado àquela época. Quem viveu viu e jamais esquecerá a emoção que essas palavras davam ao “espetáculo de jogo”. Sobretudo a emoção e expectativa gerada naquele que torcia fervorosamente para o time que até o momento encontrava-se em desvantagem no placar. Mas tudo isso para dizer que, como Fiori, o tempo passa, e nós amigos do Mais de Trinta, Num Sábado Sem fim, estamos, não no crepúsculo de jogo, mas senão aos quarenta de jogo, chegando lá. Como eu que tenho quase quarenta, o Luiz que completou por esses dias “quase” quarenta, assim como o Sílvio que findo o ano de 2010 “chegou lá” (Termo dito por um locutor que não me recordo o nome, gaúcho, que dizia –“O Internacional chegou lá”) Quando o Inter, de Porto Alegre anotava um gol. O Jorge chegou lá também esta semana e Deus queira que aqueles que ainda não tiveram tal privilégio, cheguem lá, como nós. Mencionei aqui aqueles que são freqüentes, mas não posso deixar de lembrar dos que por um motivo ou outro não podem ser tão freqüentes quanto ou como nós, como o Sérgio, Rubens, Wilsinho, Wilson (cunhado), Valdir, Caio, Mauro, Nando, e demais que fazem parte dessa família.
Em suma, parabéns aos aniversariantes recentes, que me lembro, Silvio, Jorge e Luiz.
E digo mais: Que “Abrem-se as cortinas...” “Ripa na chulipa, pimba na gorduchinha”.
Por que: “Tááá no filó!”
E queira ou não queira...
“É tetraaaaaaaaaaa...”

Sérgio.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Início de ano, de jornada, mais um encontro no Sábado Sem Fim...

Aparentemente tudo igual, as pessoas, o local, os times escolhidos, as jogadas, os gols...
Enfim, tudo parece estar “Como dantes no quartel de Abranches”. Não é bem assim, algumas, sensíveis que sejam as diferenças, estão presentes em todos os fatores, sobretudo na relação de amizade que com o tempo se fortalece entre nós, participantes. E a família cresce a cada ano. As expectativas são boas para o futuro, levando em consideração a ascendência dos filhos de alguns membros à família, tais como o Leandro, os dois Douglas, o Luizinho, Cris e Léo (Hamster), que sequer eram nascidos quando tudo começou e agora fazem parte efetivamente da turma, bem como outros trazidos pelos parentes e amigos, e que prometem permanecer por muito e muito tempo, além de alimentarem as expectativas de continuidade com seus próprios rebentos. Assim como eu espero ver meu filho um dia por aqui, jogando nosso futebol, sei que outros como o Alexandre, Marcão, Andrezão, Marquinhos, De Souza (Zica), Jorge e demais, vislumbram o mesmo desejo que eu. Portanto, não é apenas mais um início em que tudo será como antes, cada dia é diferente do outro, por isso cada Sábado Sem Fim é cada vez mais esperado que o outro.

Amigos do Mais de Trinta num Sábado Sem Fim, alegria!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A minha Família...


Quisera eu saber usar tão bem as palavras quanto meu Irmão (de coração), Sergio, quisera eu, para poder transpor de forma clara as emoções, sentimentos e aprendizados, que com esse grupo tenho tido.
Nesses mais de 15 anos jogando no Sábado Sem Fim, só posso agradecer, pois aprendi o verdadeiro valor da palavra Família, muitos acham que família se resume a laços sanguíneos, pobre dessas pessoas, Família são quem nos acompanha nessa aventura que é a vida, não escolhemos nossa Família, ela nós escolhe, quando damos conta "Pronto ela já existe" e está ali firme e forte...

É dessa forma que se fez o Sábado Sem Fim, agradeço a DEUS por ter colocado no meu caminho essa Família, deixo aqui meu votos de boas festas, expressados através das tão sábias palavras de Mario Quintana...

"Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...
e que valeu a pena." (Mário Quintana)

Valew Família Sábado Sem FIM... Feliz Natal, e não esperem presente do Bom velhinho.....heheheheh

 


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Confraternização

Confraternização.

Fim de ano, vida nova!
O momento é de reflexão.
Não só do que há por vir, por criar, por alcançar.
Sobretudo, do que passou e pelo que passamos.

Tentamos reatar amizades desfeitas.
Reaproximar-nos dos parentes distantes e amigos nem tão distantes assim.
Em suma; Reunir os entes queridos
O clima é de festa, fraternidade, paz e união.

Os tempos são difíceis?
Creio que nunca foram fáceis e cá estamos.
Firmes na luta!

Sempre na expectativa de dias melhores.
Desejo a todos os seguidores deste blog e aos seus.
Perseverança no ideal de um mundo melhor.

Sergio Gualda...

Desenho enviado por:  Wagner Junior
Segundo o Sergio o novo "PICASSO"... rss

FELICIDADES A TODOSSSSSSSSSSS BOAS FESTASSSSSSSSSSSS



terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Brasil, um país de milhões de órfãos.


Domingo, 5 de dezembro de 2010. Eu já desconfiava, mas ficou nítido que o nosso país é um território de órfãos. Órfãos de clubes.

Parecia final de copa do mundo com tantos fogos estourando pelo céu de nossa nação ao final do campeonato brasileiro.

Exceto pelo Corinthians, patrono de todos, literalmente time do povo, e como somos todos, cada um de nós, parte do povo brasileiro, é de se entender que somos, sem exceção, Timão!


Tendo em vista a preocupação dos torcedores das demais agremiações - todas elas - de não se preocuparem com que seu clube vença algo desde que o Timão também não consiga esse intento.

São milhares de frustrados que descobriram tardiamente que seus corações já tinham dono desde o nascimento (O doutor também não se enganou), porém insistiram, erroneamente, em dizer que eram palmeirenses, são paulinos, santistas e outros minguados por aí que já não podem deixar transparecer suas verdadeiras paixões pelo mais apaixonante de todos, Corinthians.


Insistem no erro. É compreensível, afinal não é simples abandonar as falsas convicções.

Passem por cima do orgulho e venham assumir o verdadeiro amor que encerram no peito.

Corinthians, uma nação de mais de trinta milhões.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Gol do Douglas, Filho do Silvio.

Cobrança de escanteio, confusão dentro da área, Douglas - filho do Silvio - sutilmente puxa a bola, sai da confusão e avança em direção ao gol adversário, tira um oponente com um corte e diante do gol , ameaça chutar, o goleiro cai mas consegue voltar pro lance, com uma puxadinha, Douglas - filho do Silvio, não se esqueça - o tira da jogada e toca no canto, para o fundo das redes, golaço.


Vejam o vídeo, diz mais que qualquer palavra:




Esse foi gravado para a posteridade, mas serve de parâmetro para outros tantos que aconteceram no Sábado Sem Fim, inclusive marcados pelo próprio, senão mais belos, com a mesma desenvoltura que claramente aprendeu ao ver o pai – o Silvio – e seu tio Sérgio marcarem tantas vezes, desde sua tenra infância.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Nosso amigo Caio

Sábado, 06 de novembro de 2010.


Estivemos na casa do Chande e sua esposa Milena, celebrando o chá de bebê de seu tão desejado e querido filho. Por lá apareceram outros amigos, dentre eles o Caio, que tive o prazer de conhecer quando de minha apresentação a essa família que hoje atende pelo nome de Sábado Sem Fim. O Caio é deficiente auditivo, mas é incrível como se faz entender -não pela força- e entende também aquilo que dizemos. Acredito que seja pela simpatia e pela amizade que conquista com facilidade daqueles que se aproximam dele, grande pessoa, inclusive no tamanho, diga-se de passagem. O Caio jogava no gol no Mais de Trinta, que antecedeu o Sábado Sem Fim quando conseguíamos formar três times ou na falta de algum goleiro, quando não, jogava na linha mesmo, na defesa, se fazendo valer do porte físico para acabar com a jogada do ataque adversário. À época tínhamos três goleiros, ele, o Cosmo e o Miro que está com a gente até hoje, digo, jogando e aprontando das suas, que Deus dê ao Miro longevidade para se manter entre nós. Perguntei ao Caio por que não volta a participar conosco no futebol ou mesmo acompanhando, mas ele disse que não. Talvez não tenha mais pique, quem sabe? O importante é que ele está bem, forte como sempre e nos deu o prazer de sua presença, a mesma que, tenho certeza, todos os componentes do Sábado Sem Fim gostariam de compartilhar mais vezes, por isso mantenho em aberto o convite para o retorno de tão agradável e querido amigo.

Caio, nosso amigo, quando quiser apareça, a família também é sua.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

As 10 regras do Futebol de Rua, o verdadeiro futebol de macho!



Quem não jogou nunca vai aprender a jogar.

1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.
Na zoeira, dá-se uma tapa na cabeça daquele que está de boné que ao cair também se torna objeto “chutável” e portanto, bola. (Sérgio)

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

Portões de garagens no famoso “três dentro, três fora” ou na famosa rebatida, Também se transforma em gol. (Sérgio)


3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos grandes clássicos, o quarteirão inteiro.

Corredor de escola com a demora do professor, também vira campo e se duas salas estiverem sem professores, está formado ambiente para o clássico. (Sérgio)


4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 6 e termina 12, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

Dependendo das condições e ânimo dos dois times, pode acontecer outra virada após o alcance de 12 gols e terminar 24 e assim sucessivamente. (Sérgio)


5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

Alguns, de tão ruins, só são aceitos para buscarem a bola no mato ou nas ribanceiras em que ela, a bola, insistia em cair. (Sérgio)


E o Dono da bola joga em qualquer posição.(Chande)


6. O JUIZ

Não tem juiz.

Na verdade, cada um é o juiz, tem aqueles que ao perder a bola pede falta e dá início a discussão, porém, “A regra é clara”, pediu falta, mão, parou a jogada, geralmente, após xingamento geral, cobra-se a falta. (Sérgio)

NOTA: Ainda é assim no Sábado Sem Fim e provavelmente na maioria onde jogam sobreviventes daquela bela época.


7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa. Acréscimo: Geralmente é irmã de algum componente do jogo. (Sérgio)

c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

Acrescento mais algumas: Quando o vira-lata de algum jogador estiver na torcida, aguardando seu dono e a bola passa perto dele que de imediato abocanha a redondinha furando-a, ou se no quintal onde ela cair tiver também um vira lata que também a abocanha para acabar com a alegria de todos, principalmente do vira-lata que está lá à beira do campinho balançando o rabo de alegria, ou até mesmo quando alguém do jogo vir uma pipa mandada e sair correndo desesperadamente atrás, mesmo que essa pipa esteja a um quilometro de altura e cair uns três bairros distantes. (Sérgio)


8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições nos casos de:

a) Um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição.

b) Jogador que arrancou o tampão do dedão do pé. Porém, nestes casos, o mesmo acaba voltando à partida após utilizar aquela água santa da torneira do quintal de alguém.

Já vi ser utilizado outro tipo de água santa, mas cada um pode imaginar que água era essa. (Sérgio)

c) Em caso de atropelamento.

Em caso de chegar alguém melhor, alguém maior que imponha respeito e já manda sair ou em caso do pai estar chegando do serviço. (Sérgio)


9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

Nos tempos outrora quando não havia bueiros seria atirado no córrego. (Sérgio)



10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada, prevalece os mais fortes e quem pegar uma pedra antes...

Aqui também pode levar vantagem o dono do vira-lata ou o que tiver mais irmãos participantes, o que era comum, então a briga era feia ou bonita, dependendo do ponto de vista de cada um, isso se conseguisse enxergar alguma coisa depois. (Sérgio)


QUEM NÃO JOGOU, PERDEU UM DOS MELHORES MOMENTOS DA VIDA.

E quem tiver mais à acrescentar que se manifeste...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

16 de Outubro de 2010, um verdadeiro Sábado Sem Fim...

Encontro marcado às 7:00 horas da manhã no Metroball, onde todos os sábados praticamos nosso futebol e reafirmamos nossa amizade.

Aos poucos foram chegando cada um que se propôs a curtir mais um dia de alegria rumo à Piedade, onde se encontra o sítio de propriedade de nosso amigo Ricardinho, pontepretano convicto.


Miro e Leandro rumos a mais uma apresentação de gala.

Já no caminho a alegria se faz presente prevendo que mais um sábado será de fato, sem fim, pois estará para sempre em nossas lembranças.


Marquinhos e Renato "portuga" com suas canecas invisíveis...

O intuito sempre é o futebol, não poderia deixar de ser, já que é o que nos une, nos dá forças para estarmos sempre presentes, na alegria, sem tristeza, na vitória e na derrota, que nos finais das contas deixa de ser derrota, pois todos somos vitoriosos.


Luizão, como homem do Ibama não poderia deixar de ter um papagaio de pirata, André

Chegada alegre, todos imbuídos de felicidade, ansiosos, já que no caminho deu para ver o campo onde seria realizado o jogo, gramado verde, para os padrões de quem sempre jogou na várzea em campos esburacados, de terra, era perfeito para a prática do nosso esporte bretão.

Imediatamente todos ao chegarem se puseram a colocar seus apetrechos esportivos, de praxe e caminhamos rumo ao palco onde se daria a peleja. Times feitos, nós contra o time do Ricardinho.


Comemoração do gol do Chande

Começa o jogo e tudo igual, nada de time melhor que o outro, jogo igual, tudo normal exceto pelo árbitro que sem apito “cantava” as faltas que por vezes só ele via, talvez pela influência da cerveja que bebericava ali mesmo, já que no lugar do apito segurava um copo do líquido dourado e espumante.


Julião, Miro, De Souza e seu filho Bruno, Maizena e Marquinhos.

Eis que, como diria o Jorge, Alexandre, o imprevisível, recebe a bola e manda para o fundo das redes, abrindo o placar para o Sábado Sem Fim, golaço.




Nando, Rubens, Miro, Sérgio, Luizão












Chande o imprevisível e Marcão

Jorge e Nando fingindo que sabem jogar sinuca

Jorge(fora da foto), Luizão, Luizinho, Marcão, Rafael, Sérgio, Nando, Roni, Renato, Chande, Leandro, Marquinhos Patrão, Zé, Marquinhos
Samba, samba, samba dá, badabada, samba...

Um escora no outro e o outro escora no um...




Truco, ladrão...

Zé, Jorge e Marquinho encolhendo a barriga


Mirão, não pode ver um sofá que zzzz...

Ricardinho o anfitrião e Luizão


Passe do marquinho para o Chande que mandou para o fundo da rede...
O jogo seguiu sem muitas jogadas de efeito, um gol perdido aqui e outro acolá. Exceto pela bolada no olho que levei numa cobrança de falta, o que me deixou desnorteado e sem visão por alguns minutos o que levou a queixa dos adversários dizendo que eu fazia cera e a bela cabeceada do “imprevisível” Alexandre que foi de encontro à “forquilha, nada demais acontecia no primeiro tempo. Já no segundo o time deles veio para cima, numa jogada em que venceram nosso arqueiro, Miro, a bola foi afastada pelo zagueiro, tirando o perigo eminente, mas na jogada posterior nada pode ser feito, gol do time adversário, levando o escore à 1X1, o que caminhou assim até o fim da partida, sem mais emoções. Depois fizemos um misturado que terminou em 3X2, mas aí já não contava muito. A festa continuou regada a cerveja, pagode, sinuca, ping-pong, conversa fora e mais algumas atividades afins. Confira nas fotos o quão cada um se divertiu...

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Versão Chande.

Postado a versão do Sergio, acrescento as minhas palavras:

Chegado o tão esperado Sábado, levanto cedo pego a esposa (grávida) e sigo para o Metroball para pegar o mapa do Sitio do Ricardinho, porque dessa vez não iria junto aos meus amigos no ônibus (com esposa grávida complica... rs), bom ao chegar eis que o Luizão me diz que não tem mapa e o Ricardinho me explica por cima como chegar ao sitio, o ônibus parte e sigo minha trajetória para pegar minha sogra, cunhada, mãe e o Cris.

Carro lotado, pé na estrada, parei no caminho 4 vezes pois meus passageiros estavam com enjôo, (ainda bem que fui de carro, do contrario a turma do “Busão” me mataria), caminho segue e chegamos ao sitio antes do ônibus, eis que o Ricardinho ao Descer do ônibus para ao meu lado e diz “Será que o Chande se perdeu?”.

Estava nítido o quanto tinham abastecido o ônibus e os passageiros, daí por diante foi só alegria, como descreve o Sérgio acima, porém tenho que discordar dele em um ponto, se o segundo jogo já não contava muito, por que raios ele fez questão de tirar três gols meus, uma vez que o goleiro “André” já estava vendido em todos os lances... RSS.

Chande, eis a resposta, meu caro: É o ímpeto, são os ossos do ofício, afinal o hábito faz o monge!

(Sérgio)

Amigos, deixem aqui sua visão de como tudo aconteceu...
Ségio e Jorge acertando a linha de zaga

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Técnicos e técnicos

Em qualquer roda de amigos que o assunto seja futebol, sempre existe a lembrança e o comentário de alguém sobre um amigo que joga ou jogou muito, a ponto de se quisesse teria se tornado um profissional do esporte, futebol. Na verdade, na maioria das vezes são lembrados vários talentos que não vingaram ou nem tentaram seguir carreira, desfilando assim sua arte pelos campos de terra dessa grande várzea paulista. O assunto daria aqui centenas de linhas, senão uma enciclopédia, por isso,deixe para outra ocasião esse assunto. Por ora gostaria de lembrar personagens que ajudam e ajudaram a criar e manter viva nossa história de futebol de várzea e nem por isso são lembrados, aqueles que fora das linhas, e antes mesmo do dia do jogo se entregam para que tudo corra bem, pois ele acaba sendo misto de dono do time, manager, carregador, financiador, conselheiro, professor e amigo, sim, estou falando do técnico, aquele que muitas vezes deixa de lado afazeres pessoais para se dedicar ao time. Na minha cabeça ao escrever sobre o assunto, me traz à imagem do Petrúcio que foi um dos técnicos de minha adolescência, que ainda hoje tenta no campo do Campanário, ensinar alguma coisa para seus pupilos diariamente, de suas mãos já saíram algumas promessas e até uma que alcançou o estrelato, mas essa não conta, ou digo, não conto, pois não merece ter seu nome dignificado por esse blog. Considero a figura do técnico de várzea mais importante até que o profissional, pois na maioria das vezes ele mora no mesmo bairro e conhece a família e talvez toda a vida do seu jogador, com bom relacionamento e tendo a confiança dos responsáveis podendo até influenciar no crescimento não só esportivo, mas também pessoal. Deixemos de delongas para entrar na verdadeira intenção dessas linhas, existem aqueles ainda que mesmo não sendo exatamente técnicos e sim jogadores, executam função parecida dentro das quatro linhas, tentando ajustar as peças do time que defende, e geralmente é ele quem, no par ou ímpar, escolhe os seus companheiros de time. Aqui no Sábado Sem Fim temos um espécime atuante desse ser que ao escolher seu time tenta fazer com que seja a melhor escolha, ou seja, trazer os melhores que puder para seu lado. Logo de início já começa a distribuir cada um na sua posição e durante o jogo não deixa de dar suas instruções, carregadas de broncas, diga-se de passagem. Trata-se do Jorge, polêmico dentro e fora de campo, aliás foi fora dele, do campo, que se deu o seguinte fato: Depois do futebol sempre rola umas cervejas e os comentários do jogo e do time de cada um, o assunto em pauta sempre é futebol. O Jorge como técnico que é, lançou uma pérola de esquema tático, disse que o futebol era muito simples, tanto que se comparava a um sorvete de casquinha, se não estou enganado, com três bolas. Essa sua colocação chamou a atenção de todos na mesa, mesmo daqueles que participavam de outra conversa, todos, atônitos, olhamos para ele que levantou a mão esquerda fechando os dedos, tentando imitar uma casquinha de sorvete e com a outra mão fez gestos como se estivesse dispondo as bolas de sorvete uma sobre a outra e tentou explicar seu raciocínio gelado, mas, sob a gargalhada geral, não conseguiu expor sua explicação. Mas apesar dos cerca de 10 anos passados do fato, ainda está em tempo. Estamos aguardando... Jorge.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Abrindo a caixa de gols.

Quem é rei nunca perde a majestade.


Em nosso Sábado Sem Fim, desde a época do Mais de Trinta, nosso goleador sempre foi o Luizão. Com um repertório de gols de tudo quanto é jeito, mesmo tendo como especialidade as cabeceadas, nos proporcionava belos tentos.

No entanto havia muito ele não nos presenteava com seus feitos com expressividade, mas sábado, 18 de setembro de 2010 ele pareceu ter revigorado seus instintos de “matador”. Deixou sua marca por cinco vezes e cada uma delas com primazia, inclusive usando sua arma mortal, o deslocamento constante dentro da área para aplicar sua cabeceada na gorduchinha. Feito que levou seu time a vencer praticamente todos os jogos do dia mencionado.

Outrora isso era uma constante, mas com grave problema no joelho que o levou a uma cirurgia que provocou seu afastamento por algum tempo e que ainda por complicações pós cirurgia o fizeram ficar mais tempo de molho que o previsto, ficamos privados de suas qualidades.

No entanto em seu retorno ao campo sempre buscou repetir aquilo que sempre gostou de fazer, gols.

Dificilmente passava em branco, mas enfim está de volta para alegria própria e de todos nós.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vocês vão ter que me engolir...

Não sou Zagalo, mas até pelo número desta data, 13 de setembro...



“VOCÊS VÃO TER QUE ME ENGOLIR...”



Hoje faço 46 anos de idade, desses anos desconto 18 anos de Sábado Sem Fim (Mais de Trinta), trazido pelo meu amigo irmão Silvio, dentre bons e maus momentos, de tantos amigos conquistados e de outros que se foram, alguns para a eternidade, fui e sou ainda feliz nesse meio de pessoas que fazem do futebol uma satisfação, um meio de vida até. São tantas as histórias que não cabe aqui nesse momento, pois passaria mais 46 anos para descrevê-las ao pé da letra. Por ora eu só quero agradecer a todos pelos bons momentos e pela oportunidade de me deixarem praticar aquele que é o esporte dos deuses, e por me aturarem até hoje, mas já quero desde já pedir permissão para participar com todos, os próximos Sábados Sem Fim dos 46 anos que hão de vir em minha existência, de uma forma ou de outra. Ademais, sigam no blog as histórias passadas e subseqüentes...



Se me permitem, amo a todos...



Sérgio.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aqui se Faz Aqui se Paga...

Amigos do Sábado sem Fim bom dia.

Estou já há algum tempo sem escrever, porem fui “intimado” a prestar meu depoimento referente a um lance que no mínimo podemos chamar de inusitado, ocorrido no sábado passado (28/08/2010), lance esse que surpreendeu a todos, tanto os que dentro da quadra estavam como os que assistiam a nossa tão disputada partida.

Narro aqui um fato que ficará para historia, pois tal como um cometa que passa de tempos em tempos, me foi informado que a ultima vez que isso ocorreu foram passados aproximadamente 30 anos.

Bom chega de delongas e vamos ao fato, é de conhecimento de todos que fazem parte do Sábado sem Fim que nosso ilustre e guerreiro marcador “Sergio Guarda” sofre de um baita incomodo na virilha, porem como a maioria de nossos atletas, abandonar a tão esperada pelada de fim de semana para tratar da lesão é muito difícil, logo nosso (Como diria o nosso atual presidente), companheiro Sergio Guarda vem sábado após sábado jogando no limite, eu como não sou bobo nem nada, para me sobre sair como atacante matador “que imagino que seja”, usei de digamos safadeza para com nosso amigo Sergio Guarda, sempre que me deparava com ele de frente passei a jogar a bola para o lado onde sua virilha está machucada dificultando ainda mais sua marcação em mim, porem eis que em um lance ao fazê-lo nosso amigo me surpreende esticando a perna direita e com um gancho me aplica uma bela de uma toca (ou chapéu se assim preferirem), eu nada pude fazer apenas rir da situação, meu corpo e minhas pernas travaram, o Maximo que consegui fazer foi rir.



Bom meu amigo, noto que sua virilha não esta assim tão debilitada, logo se prepare, pois sábado que vem tem mais...



Grande abraço...



Chande.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Benfica X Itatinga

Caro Doca;

Obrigado pelo comentário e por se lembrar. Eu nunca me esqueci daquele gol (Nem poderia) e por conta do seu comentário vou contá-lo aqui. Sei que dúvidas surgirão pela escassez e dificuldade que tenho de fazer gols até hoje, já que nunca foi meu forte. Aliás, é um grande questionamento dentre alguns amigos do Sábado sem fim, no entanto, diante da oportunidade que você me dá, não posso abrir mão desse momento e usufruir desse espaço em bem próprio, e modéstia à parte foi mesmo um lindo gol que segue abaixo em descrição:

Tarde de domingo em meados dos anos 1980, o Benfica, clube que defendemos e aprendemos a amar, de nosso querido bairro Jardim Campanário, jogava contra o Itatinga, no bairro Pedreira. Eu como lateral esquerdo do segundo quadro, já havia jogado e a pedido do Petrúcio, nosso técnico, me coloquei a disposição no banco de reservas do primeiro quadro, caso houvesse a necessidade de substituição. Pois bem, o jogo não era fácil, o time adversário aplicava um 3X0 sonoro em nosso esquadrão quando no segundo tempo nosso técnico me chama e pergunta se estava bem para entrar, claro que disse sim e me prontifiquei a aceitar ir para o jogo.

Eis que, não sei por que cargas d’água nosso querido “camarada” Zezão, um dos donos do time passou o braço sobre meus ombros e disse – “Camarada, se você fizer um gol ganha uma caipirinha”. Ele, como todos nós sabíamos que nunca fui de marcar gol, apesar de ainda me lembrar de minha estréia em nosso time querido (Marcando um dos gols lá pelos lados de Itaquaquecetuba) é outra história, mas já que tenho aberto esse canal, conto aqui mais esse feito, mesmo que de passagem.

Continuemos com o gol lembrado por você: Entrei com a função de dar combate e tentar dar mais dinâmica ao jogo, mal havia entrado e aconteceu a jogada que se segue – O Dimas, meia habilidoso, de toque refinado, o mais velho de três irmãos tão bons quanto ele, recebeu a bola próximo a linha que separa o campo, quase na lateral direita e num lançamento de cerca de 30 metros fez a bola chegar até você, Doca, meu irmão, não menos habilidoso que o Dimas, que matou a bola no peito, sem deixar ela cair, com um toque sutil aplicou um chapéu no zagueiro que deve estar procurando a bola até hoje, até por que a definição do lance foi tão surpreendente que valeu mais que uma caipirinha, que o Zezão fez questão de pagar sem culpa nenhuma.

Eis que Doca, ao aplicar o chapéu e se posicionar para concluí-lo, num átimo, surgi no lance e antes que a jogada do chapéu fosse concluída e sem a bola tocar o campo, desferi um petardo de esquerda (acreditem amigos que estão lendo essas linha, um petardo, isso mesmo) e a bola, como um foguete, foi em direção ao gol, exatamente aonde a coruja faz o ninho, morrendo no fundo das redes. O goleiro voou de encontro a ela, porém não a alcançou. Não poderia, pois ela estava destinada a cumprir seu destino, entrar para a história, para minha história e para a sua, Doca.

O arqueiro que até então havia feito milagres não pode evitar, mesmo com seu salto cinematográfico, que o levou de encontro à trave, ocasionando uma lesão na cabeça.

Quando fui comemorar contigo, Doca, você me chamou a atenção. Quando eu te disse que aquele tinha sido o gol mais bonito que fiz, dentre os poucos creditados a mim, onde você me respondeu – “Seria o mais bonito se eu o tivesse feito também”.

Não retribuindo o abraço comemorativo até que eu te revelei o prêmio prometido pelo Zezão - a caipirinha - aí sim recebi seu abraço junto com o de todo o time que já vinha ao meu encontro, pelo lindo gol e não pelo “drink”, como diria meu amigo do Sábado sem fim, Geraldo. Assim saboreamos nosso prêmio após o jogo, mesmo com a fatídica derrota.

(Creia, eu fui o autor do gol descrito acima)

Sérgio.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Belo gol

Um dos gols mais bonitos que vi no “Sábado sem fim” aconteceu em 14 de agosto de 2010, preciso registrar.

Antes gostaria de lembrar que certos jogadores desenvolvem habilidades únicas, tanto profissionais como amadores como nós. Só para exemplificar direi o nome de alguns e suas jogadas:

- O primeiro, como não poderia deixar de ser será o doutor Sócrates que segundo especialistas por ter os pés menores que seu corpo e sua altura exigiam, desenvolveu uma jogada que hoje se executada uma vez, não em uma partida, mas até se somadas, todas as partidas de uma rodada inteira de qualquer campeonato, pode se tornar a jogada da rodada, ou seja, o passe de calcanhar que na maior parte das vezes, senão em todas, tinha destino certo;

- O famoso elástico que o príncipe do parque, conhecido também como Rivelino costumava executar em seus oponentes e que insiste em revelar que não é criação sua;

- Os “voleios” que só o Bebeto sabia fazer num vôo dentro da área cercado por zagueiros gigantes;

Esses são alguns profissionais, mas existem aqueles que praticam com louvor o esporte das multidões entre nós e que se sobressaem dentre os demais por terem habilidades próprias, cito alguns que nos dão o prazer de estarem juntos conosco todos os sábados e outros que já estiveram e que mantiveram as portas abertas. Seguem alguns:

- Wilsinho, que com sua canhota, colava a bola no pé e com cortes curtos colocava para “bailar”, como um dançarino embriagado, aquele que ousasse tomar-lhe a bola, que era acariciada pelos seus pés, difícil saber se ele a segurava ou se ela que não queria abandoná-lo por receber tantas carícias daquela canhotinha, porém a jogada tinha que ser finalizada, e geralmente fatal, um último corte para a esquerda e diante de tantos quantos fossem os seus oponentes a sua frente, a pelota iria, como um passarinho deslizando sobre o céu, aninhar-se nas redes adversárias.

- Luizão, buscando a melhor colocação próxima ou dentro da área para desferir quase sempre com precisão, sua jogada mortal, a cabeçada.

São muitos aqueles que se diferenciam dentro das quatro linhas por algo que faz diferente ou melhor que outros, por isso encerro por aqui para voltar ao motivo principal desse texto.

O gol foi feito pelo Marcelinho, que também tem seus momentos de jogadas quase que exclusivas. Ele recebeu a bola dentro da área, próximo a linha de fundo e sob o combate do zagueiro aplicou uma touca, na definição da jogada, com a saída do goleiro para interceptar o lance e evitar a conclusão da jogada, num toque sutil, quase sem espaço, mandou para o fundo das redes encobrindo o arqueiro que nada pode fazer apesar de suas qualidades embaixo dos três paus.

Sérgio.