Aqui deixo depoimento, quiçá um comentário
Em forma de agradecimento por ora declaro...


Amigos que aqui se encontram nesta extensão de Um Sábado Sem Fim
Durante a semana a saudade de vocês é tanta que a ansiedade não cabe em mim
Em boa hora chegou esse Blog para quem saiba enfim Estejamos juntos não só aos sábados, mas em todos os dias, sejam bons ou ruins
Na verdade vos digo o quão prazeroso é para mim
Ter vocês como amigos que espero seja para sempre assim...


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

“É carnaval, é uma doce ilusão, é promessa de vida no seu coração!”

O carnaval sempre esteve associado ao futebol. Lembro que quando criança, na beira dos campos de várzea sempre havia o batuque a acompanhar e dar ritmo aos jogos e àqueles que acompanhavam a peleja. Naquela época isso era comum praticamente em todos os jogos o ano inteiro, e não só na várzea, mas também nos jogos dos times profissionais, a arquibancada tremia ao rufar dos tambores. Na várzea esse hábito foi se extinguindo, algumas vezes ouviam-se os sons dos tamborins nos festivais, mas hoje é raro ver um pandeiro, um reco-reco, uma cuíca e até um repique à beira do campo.


O vínculo era tanto que os gols da rodada sempre eram reprisados ao som de uma bela batucada. O que dava mais emoção às imagens, mesmo que o gol não fosse tão bonito assim, como dizia o refrão – “Que bonito é, as bandeiras tremulando, a torcida delirando vendo a rede balançar”.

Os “gringos” acreditavam – creio que ainda acreditem – que intimidade dos brasileiros com a bola nos pés tinha relação com a ginga do samba. Nessa época a maioria dos “boleiros” deixa a rivalidade nos campos de lado e se encontram na “avenida”, hoje sambódromos, nos desfiles carnavalescos para defenderem com samba no pé por vezes a mesma escola de samba.

Sem contar com as torcidas organizadas que saíram das arquibancadas dos estádios para também competirem na “avenida” como escolas de samba, cada qual defendendo seu clube de futebol de origem.

Como bem disse o samba enredo da Beija-Flor em 1986:

"Brasil, Brasil, Brasil, oi
Canta forte e explode de alegria
O mundo é uma bola
Girando girando
Em plena euforia

Levando a corrente
Pra frente, pra frente
E a vitória conquistar
Com os heróis da nossa seleção
Vibrantes com o grito popular

Tudo em cima novamente
Sobrevoando a passarela
Que beleza a Beija-Flor
Sacudindo esta galera

Do Oiapóque ao Arroio Chuí
Tem folclore, tem mandinga
Oh! Torcida campeã
O meu Rio de Janeiro
O ano inteiro é samba e Maracanã

Se esta profusão de cores
Sensibiliza o visual
A arte é jogar bola
Vai na Copa e faz um carnaval

É milenar, é milenar
A invenção do futebol
Fez o artista
Ter um sonho triunfal"

E nós aqui no Sábado sem fim, vez ou outra cantarolamos uns sambinhas acompanhados de dois outros ítens que não podem faltar nem no meio do samba nem do futebol, churrasco e cerveja!

Sérgio
15 de fevereiro de 2012.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Obrigado Santo...



Um goleiro que falha em uma final do Mundial de Clubes não pode ser realmente bom. Um jogador que troca o Arsenal pela Série B brasileira não deve bater bem da cabeça. Um atleta que vence no futebol com honestidade, integridade e caráter simplesmente não existe. Um ídolo do Palmeiras jamais pode conquistar o respeito de boa parte dos corintianos.

Todas frases acima fazem sentido. Mas nenhuma delas é real quando falamos de São Marcos. Com ele tudo é possível. Dentro de campo ele fez milagres e se consagrou. Fora dele, foi uma exceção em um futebol cada vez mais sujo.

Pois nesta quarta-feira foi anunciada a aposentadoria de São Marcos. Com isso, acabou uma Era no Palmeiras. Um período de tempo com poucos títulos, mas com o mais importante deles: a Copa Libertadores de 1999, em que o melhor jogador da competição foi exatamente o milagreiro verde.

Existem diversas opiniões sobre o melhor jogador do mundo, quando qualificamos alguém como “O Melhor”, na minha opinião devemos levar em conta tudo que esse atleta representa dentro e fora de campo, até hoje só conheço uma pessoa a quem posso falar de peito cheio que é o melhor Do Mundo, São Marcos, esse sim sem duvida é o melhor do Mundo, consegue ser ídolo de varias torcidas sendo jogador apenas de uma agremiação, isso já é um milagre, porem ainda se algum dia alguém se dispor a contar quantas defesas milagrosas nosso SANTO executou, tenho certeza que passaremos dos milhares nessa conta.

Deixo aqui o meu MUITO Obrigado São Marcos, pelos títulos que trouxe a nação Palmeirense, e um muito obrigado por mostrar que existem sim jogadores com caráter e amor a camisa que vestem, pena que são poucos mas você nós faz acreditar que ainda ha esperança, para o futebol.

Chande

sábado, 24 de dezembro de 2011

Você propiciou tudo isso...


Ainda bem que a primeira impressão não é a que fica como prega o ditado, nem a segunda, senão nem estaria escrevendo esse riscado.
Pois quando quem escreve é o destino e não nós
Não se pode ir contra a força de Deus
Ah, cadê você? Meu irmão, de forte personalidade
Mas que sei ser essa força que deixa de ti em mim a saudade
Eu sei onde tu estás meu irmão
Podeis ir para outra dimensão
Que sempre estarás em meu coração!
Te amo, irmão do peito.
Feliz aniversário, hoje e sempre...

Obs: Tinha que ser não é? Tu gostas tanto do original que teve que encontrar seu irmão de coração com o mesmo nome hein?

Agradeço ao Paulinho da viola, ao Zico, ao nosso amor pelo samba e pelo futebol que nos uniu.

Para você...
Serginho.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Memórias de um boleiro.

Quando a conheci fui sincero, revelei meu amor antigo, infantil até, meu primeiro amor. Amor incondicional, que até então tem sido eterno, como o amor de Vinícius, mas que sei, durará para sempre. Fui além, deixei claro que meus encontros com ela, meu amor primeiro, eram compromissos sagrados, inadiáveis e que se davam sem falta aos sábados e domingos, porém, caso acontecesse um convite, rolava também durante a semana, o que eu sempre aceitava de pronto. Para não restar dúvidas de que ela nos aceitaria em sua vida, eu e minha companheira de tanto tempo, revelei também o nome dela e que nossos encontros poderia se dar em lugares diferentes, mas que o evento sempre era o mesmo.
Ah, o amor! Naquele momento ainda era cego, ao ponto de ela além de aceitar minha situação, fez questão de me acompanhar daquele instante em diante ao encontro com minha primeira paixão, até demonstrou carinho por ela, disse que bastava me ver feliz!

Fiquei deslumbrado com a hipótese de enfim ter encontrado mulher tão compreensível...

Mas, como teria dito Fiori Gigliotti - “O tempo passa minha gente”.  E ele foi passando realmente. Se ao princípio ela me acompanhava aos encontros e até participava dos eventos com alegria aparente, já não é mais assim. Pois o tempo às vezes fica nublado, chove, esfria...

Diz ela hoje em dia – Fica comigo hoje, tá chovendo, ninguém vai aparecer. Mas sempre aparece alguém em nosso encontro antigo, pois como eu, há muitos em situação igual, que compartilha tal sentimento desde a infância. De uma forma ou de outra acontece sempre o evento.
Hoje continuo com as duas, pois se uma já não aceita a outra que me tem como apaixonado desde os primeiros passos, esta se cala aceitando minhas falhas e meus acertos, me recebendo quando a procuro e me procurando vez ou outra durante o desenrolar da peleja.

Já não temos encontros frequentes, minha paixão juvenil é, senão a mesma, maior ainda por ela, e nossos encontros restringiram-se aos sábados, que como nosso amor, não tem fim.
Divido meus dias com minha esposa, que com o tempo, por sabedoria ou não, para satisfazer meus anseios, está cada vez mais parecida com meu amor primeiro...

Sérgio

22/dez/2011.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Uma breve pausa para o descanso dos guerreiros...

Mais um ano que se finda, onde a amizade e a alegria prevaleceram. A turma do sábado sem fim, não faltou, correspondeu no último jogo do ano, claro que teve ausências, mas o comparecimento foi satisfatório, para afirmar o compromisso de mais um ano que se iniciará. Uma breve pausa se faz, necessária até, pois ninguém é de ferro, nem mesmo aqueles que trabalham no espaço em que tiramos nosso lazer, pra nos atender e para manter em bom estado as quadras, os alojamentos enfim, o espaço em geral.


Claro que ainda existem as faltas, dentro e fora de quadra, mas acredito na solução desse problema, que cabe a cada um de nós solucionar.

No meu caso meu ano se resumiu em seis meses, já que em fevereiro uma torção de tornozelo me deixou impossibilitado de atuar, mesmo assim estive presente quando pude e consegui terminar o ano com meus amigos, dentro da quadra.

Outro fato que destaco é o fato de este ano não ter acontecido pela enésima vez a despedida do Miro, já que ele venceu suas dores e terminou o ano atuando em alto estilo.

O Luiz continua fazendo seus gols. De vez em quando tenta umas jogadas de efeito, mesmo pelo avançado do tempo, invariavelmente acerta um belo lance.

Ficaria aqui mais um ano falando de todos, mas sei que não sou só eu que respeita esses dois que exponho aqui, então peço licença aos demais para usá-los como exemplo para todos nós.

Quero com isso, ver o Marcão chegar à idade do Miro, com a mesma disposição que ele demonstra, bem como ver os jogadores de linha chegar às condições do Luizão e na idade igual à dele ainda com a vontade e o desejo que ele expressa.

Desejo, de coração repetir tantos anos quanto possíveis com essa turma que aos sábados, sem fim, nos faz sermos felizes...

A todos os amigos e colaboradores, um feliz Natal e que em 2012 todos os nossos sonhos se realizem.

Sérgio

17/12/2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sócrates

Hoje eu poderia estar falando sobre a final do campeonato brasileiro, onde o Corinthians se destacou do início ao fim, no entanto como em um jogo de futebol, a vida pode nos reservar uma surpresa a qualquer momento, até mesmo seu fim...


Ele recebeu de seus pais o nome de filósofo, mas formou se em medicina, destacou-se como doutor, doutor dos gramados, “DOUTOR SÓCRATES”!

Ao contrário do filósofo famoso, que ficou conhecido pelos escritos deixados por outro filósofo, Platão, do que por alguma obra de sua autoria, já que não deixou nada registrado, o doutor Sócrates nos deixou sim sua obra, não escrita, mas desfilando seu futebol arte pelos campos do mundo. Primeiro pelo Botafogo de Ribeirão Preto, depois pelo time que o consagrou e que se tornou sua casa, seu time de coração, onde se destacou e que abriu caminho para a seleção brasileira, o Corinthians.

Além de sua enorme habilidade com a bola nos pés, aperfeiçoou o toque de calcanhar que utilizava com frequência, maestria e perfeição, levando a bola sempre de encontro a um companheiro que estivesse em melhor condição de recebê-la. Ele mesmo declarou que usava desse subterfúgio por ter os pés pequenos em relação a sua altura, o que dificultava o giro do corpo, por isso o toque de calcanhar era a melhor e mais rápida opção para dar continuidade a jogada, demonstrando mais uma vez sua inteligência.


Se no Corinthians teve como companheiro no meio de campo, Zenon e Biro-Biro, na seleção, fez parte, senão do melhor meio de campo de todos os tempos, um dos melhores, com Falcão e Zico, o que acredito ser difícil de repetir seja em clube ou seleção.

No Corinthians iniciou um movimento inusitado para o meio futebolístico; a Democracia Corintiana, o que o levou a fazer parte de outro movimento, este de dimensão nacional, as Diretas Já, que reuniu ícones de várias áreas de atuação no país e que levou a queda da ditadura e às eleições diretas no Brasil.

No jargão jornalístico, O Doutor Sócrates poderia ser chamado de diferenciado, mas ele foi mais que  isso, para muitos ele foi o maior ídolo do Corinthians, para outros tantos, fez parte de uma das maiores e melhores seleções de todos os tempos na copa da Espanha em 1982, para o meu filho Gustavo que assistiu comigo um teipe de um jogo da seleção onde apareceu o doutor com a bola, ele foi o cara que jogava de cuecas, por conta de suas pernas longas e o minúsculo calção que naquela época era comum o uso. Para mim o doutor Sócrates é a própria imagem do Corinthians e seu nome poderia ser Sócrates Brasileiro Corintiano...

Obrigado doutor por operar no futebol momentos que jamais esqueceremos, saiba que estará “Eternamente dentro dos nossos corações!”
Sérgio.
04/12/2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A falta

Tiro de meta a ser cobrado, o goleiro coloca a bola na posição e se prepara para bater. Poderia dar um chutão para frente e contar com a sorte para que ela (a bola) fosse de encontro a um companheiro de seu time, mas ele, cônscio de que sair jogando com o lateral ou com seu zagueiro será uma melhor opção para o momento, o faz com um toque para o lado que encontrará o lateral direito que recebe a bola e toca para o volante que a recebe (a bola) com carinho (não o mesmo carinho que teria por ela se ela estivesse em posse do adversário), toca para o lado para o meia, (difícil saber se esquerda ou direita já que hoje em dia existem mais volantes que meias que quando há um pelo setor, no meio de campo, sabe-se lá qual sua característica, esquerda ou direita ), eis que o volante do time adversário chega “junto”, mais no corpo que na bola e faz a falta... Espera aí, mas não é dessa falta que gostaria de tratar aqui, essa quando acontece, é marcada e cobrada e segue o jogo. A falta que se faz agora, no dia de hoje, sábado, 12 de novembro de 2011, é a sua falta, não aquela que cometida no jogo, mas aquela sua ausência não só no jogo, mas em nosso Sábado sem fim. Cadê você? Aos presentes, inclusive eu, não leve a mau, valeu. “Alegria, alegria”, como bem disse um samba da Vai-Vai, escola de samba de São Paulo. Porém, mesmo sem entrar de sola, até por que, você não esteve lá, fez falta. Gravíssima, diga-se de passagem. Eu, afirmo de novo, me diverti, quem esteve lá, acredito que também tenha curtido, no entanto seria melhor se você não tivesse cometido falta tão grave. Mas aqui a punição não será de um ou dois jogos ausentes, mas sim de sua presença, obrigatória nos jogos que hão de vir. Portanto “você” sabe que está intimado para, não só o próximo, mas para todos os demais SÁBADOS SEM FIM...


Sérgio.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

A aposta

Bem que me alertaram para não apostar com o Pico, pois segundo o Fernando ele sabia do que estava falando, pois é um estudioso do assunto futebol, muito mais em se tratando do seu time do coração o Corinthians. Mas eu tinha certeza do que estava falando, não era possível que a essa altura minha memória estivesse me traindo. Eu estive naquele jogo, a emoção foi enorme pelas circunstâncias daquele momento. Fomos ao clássico naquele dia 9 de agosto de 1987, mesclados entre corintianos, são paulinos, santistas e palmeirenses. Éramos jovens e amávamos o futebol, independente de quem jogava gostávamos de ir ao estádio, fosse o jogo no Morumbi ou no Pacaembu. Naquele dia decidimos assistir ao jogo na torcida do Timão, no entanto a casa estava cheia e não havia espaço para mais ninguém quando chegamos, então seguimos para a torcida adversária, ou seja, a são paulina e de lá passei uma das maiores emoções esportivas de minha vida. Daquele lado da arquibancada podia ver toda a torcida corintiana ecoar o grito de incentivo do Timão ao som dos “treme-terras” – Corinthians, Corinthians... – Sem parar um instante sequer, nem quando a derrota parecia anunciada, imagine então depois ao final do jogo, com um homem a menos, pois o Maurão, zagueiro valente, mas de técnica limitada, havia sido expulso, o Timão ter conseguido empatar o jogo em 3 X 3, como sempre com a garra que o diferencia dos demais.

Jamais me esquecerei, mas minha certeza caiu por terra, pois o jogo foi esse que descrevi pelo campeonato paulista como afirmei, o ano foi o de 1987, muitas outras lembranças vagueiam em minha mente. Mas hei de me curvar ao meu engano, aquele jogo, conforme afirmou meu adversário de aposta, não era o jogo final. Talvez por conta de tantas emoções daquele clássico me deixei levar pela alegria e entusiasmo e entendi aquele como o grande jogo do campeonato, portanto como se fosse uma final. Enganei-me, confesso. Deveria ter acreditado naqueles que me alertaram e mais ainda, deveria ter ficado atento quando ele afirmava o placar não só da final, mas como o resultado dos dois jogos decisivos, além da data e público pagantes.

Valeram as cervejas perdidas, a memória do Pico me fez lembrar de um grande momento, de corintiano que sou, de minha vida, mas com ele nada de apostas e que me desculpem aqueles que confiaram na minha convicção, que afinal não era tão sólida assim.

Sérgio.

Vejam os gols...

terça-feira, 14 de junho de 2011

Ufa!

Ufa! A previsão era de três meses, diagnosticado pelo “especialista” Marcos Pena (Patrão). Já outro especialista, inclusive em defesas milagrosas, o senhor Valdomiro Gavioli, afirmou que o tempo de recuperação para entorse de tornozelo está diretamente associada à idade de quem a sofreu, portanto estando de acordo com o primeiro parecer. Relutei a princípio à idéia de ficar três meses parado. Porém, agora, passados quatro meses tenho que admitir que ambos estavam certos.


Voltei, não em três meses, mas quase que exatos quatro meses após a contusão, já que ela se deu no dia cinco de fevereiro e meu retorno foi no sábado passado, onze de junho. Reencontrei minha primeira, eterna paixão, a bola. Se as expectativas não foram correspondidas para aqueles que torciam pela minha volta, eu estou satisfeito, não só pelo desempenho após tanto tempo distante, até por que não fiquei em quadra o jogo inteiro, devido uma leve fisgada, que precavido, pedi para sair, mas pela acolhida dos companheiros que saudosos sempre me apoiaram.

Aos poucos ganharei confiança e firmeza nos movimentos do pé afetado. Fico ansioso, mas não tenho pressa. Como disse o Luizão para o Miro – “Nós não vamos parar nunca” – me coloco nesse grupo e sendo assim tenho o resto da vida para reafirmar minhas condições.

Estou feliz por saber que ainda tenho espaço no seio dessa família, nossa família Sábado Sem Fim!



Sérgio.

sábado, 7 de maio de 2011

Parabéns para todas as mães.

Não sei qual a origem e nem é o que importa neste momento, até por que nem chega a ser uma data fixa o dia das mães. Já está convencionado que será sempre no segundo domingo de maio, claro que para que se possa reunir o maior número de pessoas da família no tradicional almoço de domingo, o que seria difícil caso fosse em um dia da semana. Assim temos um dia que podemos nos dedicar totalmente a ela.


Embora elas não deixem de ser mães nenhum dia sequer, para mim o dia que deveria ser considerado ideal seria aquele em que ela nos deu à luz, pois esse é o momento em que ela completa o ciclo do dom de Deus em gerar um novo ser, para, a partir de então dar todos os cuidados necessários ao seu rebento, a nós.

Assim a cada aniversário nosso, se comemoraria o dia dela, e a cada filho uma nova data, outro dia da mãe. E como todos os dias há nascimentos, todos os dias seria dia das mães.

Deus na sua sublime benevolência não nos deu somente a dádiva de uma só mãe, a biológica, pois além desta, a principal, em muitos casos somos agraciados por outras. Seja uma irmã mais velha que na ausência de nossa genitora cuida de nós, ou uma mãe adotiva na falta ou na perda daquela que nos trouxe ao mundo.

Mas como já está convencionado ser o segundo domingo de maio, me sirvo desta ocasião para parabenizar todas as mães sobretudo nossas esposas que, como verdadeiras mães, nos acompanha no dia a dia, superando tantas situações, nos dando suporte, proporcionando momentos de amor e satisfação e por fim ainda está sempre a nossa espera, muitas vezes ansiosa, depois de mais um...

Sábado Sem Fim.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Paulistão 2011





Enfim, depois de tantos questionamentos, desagrados, descrença, desinteresse por parte de alguns torcedores e polêmicas entre a maioria dos comentaristas esportivos que, contraditoriamente, bebem dessa fonte, chega à final o campeonato paulista.

Particularmente gosto do “Paulistão” e não por ser o meu time o maior vencedor deste campeonato.

Veio-me à baila uma frase da época do governo ditatorial que dizia: “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
Pode parecer estranho falar dessa frase no momento em que estamos falando sobre futebol. Ocorre que tal frase cabe bem para o Corinthians, “ame-o ou deixe-o", pois basta o Corinthians chegar a qualquer final que as torcidas rivais se unem juntas a do adversário para torcerem contra o Timão, alguns até torcem mais fervorosamente para o adversário ocasional do mosqueteiro do que para seu próprio time, em tais circunstâncias, diga-se de passagem.

Voltando ao assunto da nossa amarelinha, o Corinthians é a antítese da nossa seleção de futebol, onde quando em ação, ela reúne todas as torcidas em uma só enquanto o alvinegro do Parque mantém a sua, que é fiel, levando com que as demais se unam contra o Campeão dos Campeões.

Aí está explícita a importância do campeonato paulista, pois de uma forma ou de outra envolve, além das torcidas dos dois finalistas, as demais torcidas do estado.

O mesmo interesse deve acontecer nos outros campeonatos estaduais, tão renegados por aqueles que não sabem dar valor à verdadeira rivalidade, que acontece desde o “rua contra rua”, vila contra vila”, e que se estende até os clubes aos quais cada um escolhe torcer.

Paulo Cesar de Oliveira e Felipão à parte; Santistas, palmeirenses, são paulinos e as outras pequenas torcidas, uni-vos.

Parabéns aos finalistas, Corinthians e Santos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ah, saudade...

Bateu forte uma saudade
Deixando-me muito sentido
Voltei a mais tenra idade
Lembrei-me de tempos a muito idos
Do futebol de minha infância
Dos primeiros chutes dados
Ah que boa lembrança
Que me traz de volta ao passado
Quando a bola podia ser de papel
Uma lata de óleo até
Duas pedras sendo o gol
Depois era só enfiar o pé
Fosse no quintal, na rua cheia de pedras
No campinho onde agora é a igreja
Eram nossas todas as regras
Dava-se início a peleja
Evoluiu a bola, o jogo
Já não era só brincadeira
Fizemos um time, Botafogo
O jogo agora era “contra”, só "pedreira"
As camisas compradas da “vaquinha”
Feita pela molecada
Mas a grana, dava quem tinha
E quem não tinha, não dava
Depois surgiu o “Vasquinho”
Uma dissidência do “Bota”
Fizemos nosso próprio “timinho”
Eu, o Laércio e o Doca
Mas tudo muda nessa vida
E a várzea era nossa meta
Do Juventude ao Benfica
Vivemos uma bela época
Disputando torneios, festivais
O peito cheio de esperança
Sonhos meus e dos demais
Que trazíamos desde crianças
Ah, domingos saudosos
Fora e dentro do campo
Sendo muitos vitoriosos
Enquanto outros nem tanto
A emoção em receber a camisa
Pelas mãos do treinador
Dava um frio na barriga
Sentia-me um verdadeiro jogador
Não importava onde seria o jogo
Sendo na chuva ou no sol
Até mesmo se fosse na praia
O melhor do dia era o futebol
Torcida contra ou a favor
Era muito comovente
Na batida do tambor
Todo mundo saía contente
Eis uma lembrança saudosa
Que tomo a liberdade em contar aqui
Pois ela continua em verso e prosa
Em todo Sábado sem fim.


Sérgio.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Quando a hora chegar...

Dois meses se passaram.


Quando ouvi que levaria três meses para a total recuperação, discordei, seria muito tempo. Já passei períodos maiores de ausência, porém não por contusão, mas por força maior que minha vontade. O Miro, no alto de sua experiência de seus cinqüenta e seis anos declarou, diagnosticamente, que a idade é um fator preponderante para a total recuperação, mas eu nem completei quarenta e sete ainda, portanto essa regra não cabe no meu caso, ainda sou tão jovem.

Felizmente a lesão não me impede de comparecer aos jogos, mas definitivamente não é a mesma coisa participar do “espetáculo” da arquibancada. Não mesmo!

Como se não bastasse, não serão apenas três meses como o anunciado pelo Marquinho Patrão e sim quatro, pois acrescentarei mais um mês em virtude de curso de capacitação que estou devidamente imbuído em concluir e não posso correr o risco de nova contusão.

Portanto terei que me contentar com a situação e continuar prestigiando os amigos do Sábado Sem Fim do lado de fora. Em contrapartida vocês terão que “suportar” o futebol sem mim por mais um tempo, mas contem comigo após a “pelada” para os devidos comentários.

O Dam, um amigo aqui do campanário a me ver com o pé imobilizado há uns dias atrás disse que quando chega a hora devemos parar, mas a hora, o dia e o ano ainda estão muito longe para minha “aposentadoria”.

Então amigos; “Só quando a hora chegar...”

Sérgio.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mano Ronaldo.

  









O ano de 1994 foi para mim de muita emoção. Em abril tive a alegria do nascimento de minha filha Nathália. Independente das circunstâncias, chorei.


Menos de um mês depois chorei de novo, dessa vez com o Brasil inteiro, por que não dizer com o mundo, pois no dia 1º de maio daquele ano perdemos nosso herói, aquele que ao amanhecer dos domingos de fórmula um nos trazia expectativa, adrenalina, emoção e ao final das cerca de duas horas de corrida, alegria, felicidade e orgulho em sermos brasileiros. Choro ainda hoje sua perda, Airton Senna “do Brasil”!


Naquele mesmo ano, outra enorme emoção coletiva nos afetaria, agora trazendo satisfação. Após 24 anos de espera nossa seleção finalmente conquistaria outra copa do mundo, o tetra campeonato, com um time considerado por muitos, menos expressivo que os anteriores de 1974, 1978, 1982, 1986 e 1990, portanto cinco copas depois.

Mas tínhamos em nosso excrete canarinho alguns jogadores que considero craques e que provaram isso com conquistas nos clubes em que jogavam e na própria seleção, tais como Bebeto, Romário e aquele que mesmo sem ter jogado aquela copa já era esperança de um futuro promissor para ele e para nós, apreciadores do esporte bretão, o verdadeiro Ronaldinho, que o brasileiro aprendeu a amar, que cresceu tanto praticando com maestria o futebol pelos campos do mundo que deixou de ser chamado pelo diminutivo de seu nome e ainda teve acrescentado a alcunha que lhe fora reservada pelo destino, “Fenômeno”. Chorei de novo, pela conquista que parecia não querer mais o carinho dos braços de nosso povo.

Passaram-se dezessete anos desde então, entre conquistas, perdas, prazeres e dores. Nesses dezessete anos sempre esteve presente nas conversas sobre futebol em qualquer esquina e programas dos mais conceituados do planeta bola.

Saiu do subúrbio carioca para ser um cidadão do mundo. Adorado pela maioria das pessoas que o conheceram e mesmo por aqueles que, como eu, um simples cidadão comum que só pude apreciar seus feitos pela televisão, e mesmo assim, parece que somos tão próximos que na minha inocência, o tenho como um amigo, um “mano”.

Hoje, confesso, chorei de novo, mas um choro diferente, um misto de alegria e tristeza. Alegria por ter vivido essa época e a tristeza dela ter se encerrado, precocemente, diga-se de passagem, e creio contra sua própria vontade. Pois anunciou sua despedida dos gramados nesta segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011, data que entra para a história esportiva, Ronaldinho, o fenômeno!

A carreira de jogador de futebol e curta, mas ele estará para sempre nos anais do esporte mundial.

Em nome do Sábado sem fim;

Obrigado Ronaldo!








terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eu posso dizer: eu vi ! E percebi a grandeza daquele momento !

Cenário : Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho



O Nosso principal rival faz gol da vitória contra nós, e comemora de maneira provocativa na frente da nossa torcida.

Um homem sai do gol até a comemoração e diz "Aqui não, respeite. Pode comemorar lá na frente da sua torcida. Mas aqui não".

E é atendido por todos os adversários, sem contestação. Que se encaminham de maneira envergonhada para seu campo, pedindo desculpas.


Alguns atingem a verdadeira percepção do futebol apenas com a aposentadoria, poucos conseguem ver isto ainda dentro do campo, ou fora dele.

E mais raros ainda aqueles que tem moral e caráter suficiente para fazer isto e, deveras, ser aplaudido até mesmo pelos adversários.

Este é Marcos ! Marcos do Futebol, Simplesmente, São Marcos.


Apresento-lhe a Nobreza do Futebol: São Marcos, do Palmeiras !

Eu posso dizer: eu vi ! E percebi a grandeza daquele momento !


E agradeço por isto !


abraços...
 
Chande